22/07/2010
- Intuição a melhor conselheira
Na vida, talvez junto com respirar, o que mais fazemos é
escolher. Fazemos escolhas o tempo inteiro, durante toda a
vida. Desde a hora que acordarmos (acordar, inclusive, é
uma escolha) até a hora de ir dormir (novamente outra
escolha) passamos o tempo inteiro fazendo algum tipo de escolha.
Das coisas mais simples até as mais importantes.
Desde o que iremos comer no café da manhã,
que ônibus tomar, que trajeto percorrer, que roupa vestir
e assim por diante. O número de escolhas que fazemos
diariamente é infindável. E basta viver para
se fazer escolhas.
Ninguém vive sem escolhas. O próprio ato de
não escolher já é uma escolha.
Em algumas ocasiões, as escolhas que fazemos são
as que determinam o que será feito da nossa vida. A
profissão que iremos seguir, aceitar ou não
aquela proposta de emprego, aceitar ou não um pedido
de namoro (ou casamento), decidir mudar de cidade ou de país,
ou quem sabe determinar que é hora de dar cabo a um
relacionamento que só faz sofrer, que é hora
de sair do emprego e buscar algo melhor, enfim, escolher mudar
qualquer coisa que tenha algum impacto sentimento ou psicológico.
Escolher o que comer no jantar é algo simples e o
fazemos naturalmente. Decidir que é hora de terminar
um relacionamento não é uma coisa tão
simples e pode terminar em sofrimento para ambas as partes.
Então a dúvida que fica é essa: como
saber o que fazer? Como saber o que é melhor para cada
um de nós?
Se me fosse perguntado, a resposta que eu daria seria: Siga
a sua intuição! Ela, melhor do que ninguém,
melhor até do que nós mesmos, é perfeita
para responder a essas e a todo o tipo de questões
que precisemos nos fazer. Alguém pode pular e dizer
que não tem intuição.
Bobagem.
Posso afirmar, sem sombra de dúvida, que todas as
pessoas possuem intuição. Algumas preferem chamar
de sexto-sentido. O nome pouco importa. Mas a intuição
é a melhor conselheira que uma pessoa pode ter. E o
mais engraçado é que a intuição,
a grosso modo, faz parte da própria pessoa. Com isso
é possível dizer que cada um tem plenas condições
de saber e, principalmente, fazer as escolhas certas.
A intuição, ou sexto-sentido com prefiram,
normalmente não falha. É difícil ela
dizer algo que esteja errado. Por conta disso talvez percamos
algumas diversões, deixemos de experimentar ou vivenciar
certas coisas. Mas certamente seriam coisas que não
teriam grande importância para o decorrer da nossa vida,
mas em compensação pode nos afastar de alguns
males irreparáveis.
A intuição pode se manifestar de diversas formas.
Ela varia de acordo com cada pessoa. Cada um precisa aprender
a escutar o que diz sua intuição. Isso ninguém
pode fazer por você. Cada um tem que aprender a conhecer
quando a sua intuição está falando. E
é aí que mora a maior dificuldade: separar o
que diz a intuição do que nós queremos
que ela diga! Para isso não existe manual, não
existe fórmula secreta, muito menos simpatia.
É necessário escutar o que ela diz, mesmo que
vá contra aquilo que queremos. Um exemplo bastante
típico é querer namorar uma pessoa e a intuição
dizer que esta pessoa irá nos fazer sofrer. Inventamos
mil e uma desculpas, pensamos que estamos ficando loucos e
fazemos todas as coisas possíveis para nos convencer
que a pessoa é um bom partido. Mas mesmo assim, ainda
fica aquela vozinha, aquele sentimento lá dentro indicando
que estamos trilhando o caminho errado.
E isso nos incomoda. E fica nos incomodando cada vez mais.
E quanto mais ela incomoda, mas lutamos para nos convencer
que a intuição está errada e nós
certos. Porém, fatalmente, ela se mostrará correta.
E veremos, no fim das contas, que devíamos tê-la
escutado.
A maior dificuldade está, realmente, em escutar o
que ela fala e aceitar isso. Mesmo sendo contrário
àquilo que desejamos. Mas ao escutá-la estamos
escolhendo seguir um caminho melhor e muito provavelmente
menos dolorido.
E o que é melhor: ela está sempre conosco,
sempre pronta para nos auxiliar e nos mostrar qual caminho
seguir.
Sempre pronta a responder qualquer dúvida, a nos ajudar
com qualquer problema. E ela está sempre falando. Sempre.
Nós é que muitas vezes não a ouvimos.
Ou talvez ouçamos, mas fazemos de conta que não
é conosco.
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